segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Para Sempre Livre



Sentado sobre o abismo de minha consciência, eu pude ver o fim, mas não consegui planejar um novo começo... A parte mais clara naquele momento de agonia se tornou completamente escura, e para mim o céu estava fechado, sobre os seus olhos pude me ver, mas e se algum dia eu os perder, ainda me verei?...
A dúvida sobre como é dizer "Adeus" é dolorosa, perguntas e mais perguntas para enfeitar a data, a data em que me lembro o que talvez era para ter esquecido... 
Eu estou completamente perdido nesse momento... Mas eu sei, para sempre posso ser livre e lhe manter viva em meus pensamentos... O tempo pode ter passado, Outonos vieram, Invernos congelaram esperanças, mas de repente chega a Primavera... 
Confesso lágrimas cairam, mas a embriagues não era do velho veneno, e sim das lembranças as quais eu olhava embaixo daquela nossa arvore.Peço para que os malditos "Deuses" voltem o tempo, imploro de joelhos pela sua presença, mas me lembro que disse "Estarei para sempre aqui", e o vento me comprovou que não era mentira!
Ela me disse, eu juro, ela me disse que dançava agora livre de fantasmas e medos, que agora, a canção é mais limpa, que antes não descrevia a liberdade pois um pássaro que não voa não pode descrever os céus com clareza, foi difícil, quis lhe manter em meus braços, mas talvez quem morreu para deixar você partir, fui eu... 
Escrevo mais uma carta que queimarei e deixarei as cinzas voarem, pois eu credito, nós nos veremos mais uma vez, duas almas livres, sem a aflição do fim... Em meus olhos posso me ver, talvez a dor trouxe a sabedoria, talvez a perda trouxe a vontade de procurar de novo, talvez uma nova chegada me faça viver de novo... Obrigado por me fazer ver.


terça-feira, 29 de novembro de 2011

Suicídio



Uma cama desarrumada, um quadro quebrado, e coisas que você me disse ecoando pelo quarto... Antes da sua saída não era assim, não me deixe continuar aquela carta... 
Sombras bailando em meu mundo, me mandando direto para o chão com filmes passados, aqueles que tentei queimar para ver se não sobrava mais nada de mim.
Me perdi em meio aquilo que criei, e agora, mais uma vez após um sonho, gritando para que me ouçam, mas não para que cheguem até mim, sim é confuso, aquela velha questão "Viver, viver e viver, qual o sentido disso?"...
Ao longo dos anos criamos vários sentidos, e destruímos muito mais do que podemos tentar fazer... "Refazer".Com o passar dos anos tudo perde a cor, tons de cinza e preto surgem até no amanhecer, não é hora de dormir no caminho, e nem esperar pela chegada de quem nem sabe da onde partiu... Eu sei dói dizer e tirar isso, mas minha vida não se baseia em "sorte", se baseia em idas e chegadas... 
Cheguei na metade da carta, juro que não queria isso, não tente me parar... Eu tentei te salvar, talvez assim você me ouviria, e agora me encontro no chão com uma garrafa vazia, metade de um cigarro e o telefone mudo em uma das minhas mãos.Uma respiração profunda e lenta, aquela a qual julguei ser a última, esse jogo  doentio chamado de "vida" aonde sangramos e nos reerguemos passou tão rápido para mim... 
Sim eu chorei... ouvi a sua voz, e lhe disse que sempre a amaria não para você chorar, mas talvez porque tenha sido a única verdade em meu mundo... Queimei meus planos, pois não via mais "céu"... Não tente me colocar em outro caminho, pois estou aqui porque mereço...
Final da carta, o que mais posso dizer?... Alguém lembrará de mim, mas talvez eu não queira estar aqui nos últimos segundos... Me verão com maus olhos... Mas não me importo, apenas tentei fazer com que as sombras se cala-sem.Agora se você estiver lendo a carta original ele pode estar com algumas gotas de sangue...
Talvez represente o quanto tempo esperei, mas o gatilho pode ter sido mais rápido... Eu juro tentei te salvar... Te salvar de mim mesmo... Na parede minha dor escrita... na carta minha dor manchada... No "momento final" o que lembrarei por último? Diga aqueles cujo são a minha semelhança para não serem o que eu fui...
Eu te salvei mas não fui forte o bastante para me salvar...


terça-feira, 22 de novembro de 2011

A Morte na Vida



Um toque suave, uma melódia feita no encontro de olhares... aquela suave brisa de Outono trazida pelas suas esperanças, aquela sua maldita voz que me salvou, fechei meus olhos para o caminho, me prendi em meio a liberdade, e nada mais importava.Finalmente achei você perante aquilo tudo o que você me disse, e me senti morto estando vivo, ou era apenas idéias das quais aquelas escrevi enquanto a lúcidez caminha longe de meu corpo... e nada mais importava...
Tentei fechar seus olhos para você não ver... tentei te ensurdecer com meu silêncio, mas eu soube desdo começo, que de onde eu estava era onde eu queria que você não estivesse, mesmo gritando por você, esperava com que você não me achasse, assim nada mais importaria... 
Mesmo de longe se ouvia minha melódia e sentia minha dor cada vez mais se concretizando no ar.Conforme você se aproximava eu correria em meio a multidão, tudo estava lendo e preto e branco.Nada meu restou em você, mas você ainda estava em mim, acho que estive no meio deles para tentar ser "normal", mas me arrependi...
Não teve começo, meio ou fim, apenas estava invisível no meio de tanto surrealismo, como se não ouve-se mais dia, me arrastei, me perdi e fui para longe de mim, a melódia aumentava, as pessoas pareciam mais distantes, as mentiras e verdades me agraciando com tapas para abrir os olhos... A liberdade em qual me perdi... Eu juro queria você perto de mim, mas queria te poupar dessa dor... Meus tons de cinza nunca combiram com sua graciosa e formal presença.
Gritei tão alto, mas não consegui me ouvir, a velocidade aumentava... cai em frente aos medos, os meus e os seus, fui seu escudo, queria ser sua espada, mas sua esperança de me ver inteiro de novo foi mais rápida...
Eu não fui perfeito, quando refleti embaixo da luz das estrelas pode perceber isso... minha liberdade apenas me deixava preso... Mas obrigado por não desistir...
E esses foram os 5 segundos que consegui contar...